Mas para além de tudo isto o Rio de Janeiro é a minha cidade das cidades, só vendo se pode acreditar que algures em algum tempo seja lá quem for fez nascer aquilo. Deus, Zeus, Odin, Maomé ou Jah, não interessa porque quem foi está de parabéns. Digo isto porque religião não é o meu forte – já devem ter percebido – mas no Rio fica-se crente na hora. Entre os recuerdos que vieram de lá conta-se uma pequena imagem de Cristo com um imã, ideal para pôr no frigorífico. Pode até parecer piada de mau gosto mas o homem morre, alegadamente, na cruz e ainda é vendido em madeira para pregar no frigorífico. Não admira, portanto, que uma das primeiras decisões daquela peça foi atirar-se para o chão, sobreviveu é certo mas causou um pequeno problema cá em casa, o braço esquerdo foi-se, só aponta para a direita – foi certamente castigo. Em dias de discurso de Luís Filipe Menezes ou Santana Lopes, mistério dos mistérios, ele vira-se de cabeça para baixo e lá fica a apontar para a esquerda, estranhamente também fazia isso com o Correia de Campos, continua a fazer quando há discurso da Maria de Lurdes Rodrigues, e faz questão de se mandar para o chão cada vez que o jornal "Público" manda mais uma acha para a fogueira do filósofo da nação.
Se têm dúvidas deste verdadeiro fenómeno do Entroncamento aqui fica a prova, hoje ele apareceu a apontar para cima, em direcção à frase No Frost que está no topo direito do frigorífico, sinal mais do que óbvio que vem aí a Primavera.

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